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	<title>Blog Ponto Cine</title>
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		<title>50 anos de Cacá, uma eternidade em Guadalupe.</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 17:15:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adailton Medeiros]]></category>

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		<description><![CDATA[Adailton Medeiros Diegues, ao completar 50 anos de carreira, é oficializado padrinho do Ponto Cine sob o testemunho de Lucy e Luiz Carlos Barreto. “Um país sem cinema é como uma casa sem espelhos.” Luiz Carlos Barreto As Redes de &#8230; <a href="http://www.pontocine.com.br/blog/2012/04/24/50-anos-de-caca-uma-eternidade-em-guadalupe/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><em>Adailton Medeiros</em></strong></p>
<p>Diegues, ao completar 50 anos de carreira, é oficializado padrinho do Ponto Cine sob o testemunho de Lucy e Luiz Carlos Barreto.</p>
<p align="right"><em>“Um país sem cinema é como uma casa sem espelhos.”</em></p>
<p align="right"><em>Luiz Carlos Barreto</em></p>
<p align="right">
<p>As Redes de Tevês não estavam lá. Os Jornais também não. As Rádios e Revistas, idem. Mas o povo estava: à frente da tela, na plateia; na tela &#8211; <a title="Video de homenagen" href="http://www.youtube.com/watch?v=ze3lYNTnk0k" rel="shadowbox[sbpost-355];player=swf;width=640;height=385;" target="_blank">num vídeo homenagem</a> -, e por trás dela, na preparação do evento. Era sábado de 50 anos de carreira de Cacá Diegues no Ponto Cine, regado a aplauso, sorrisos e lágrimas, num dos “<em>Diálogos com o Cinema”</em> mais emocionantes nestes seis anos de cinema em Guadalupe.</p>
<p>O filme exibido foi “<em>Bye Bye Brasil”</em>. Tudo a ver, um marco simbólico, um rito de passagem: um adeus àquele país que vivia em depressão, deitado eternamente em berço esplêndido, para um bem-vindo a uma nova nação, a uma promessa de potência mundial, que se inicia pelo subúrbio, pela chamada <em>Nova Classe C</em>. Uma parte da população que transita pela Avenida Brasil e que ascendeu à televisão no horário nobre, como tema do mais poderoso e rico produto audiovisual brasileiro, à telenovela.</p>
<p>Cacá Diegues estava em casa, a sua no subúrbio, junto com os seus, gente igual: dona Maria Aparecida, moradora de Guadalupe, que virou personagem do filme <em>As Canções</em>, de Eduardo Coutinho; a Rosimari Mello, sempre a primeira a chegar, com uma hora de antecedência, e a encabeçar a fila para o “<em>Diálogos com o Cinema”</em>, Luis Paneleiro, que quer vê-lo na “escadaria da fama”, conforme o recado que deixou no vídeo exibido no início do debate, e com seus velhos amigos Lucy e Luiz Carlos Barreto.</p>
<p>Chamados ao palco – forma de expressão, porque não tem palco no Ponto Cine, nem caberia um se a produção quisesse, o cinema é pequeno e todo espaço que sobra é ocupado por gente, dos degraus da escada ao assoalho acarpetado pouco à frente da tela; são setenta e três poltronas e, claro, não cabe todo mundo -, Lucy Barreto foi a primeira a se emocionar e a emocionar a plateia: “<em>isso aqui que vocês prepararam para o Cacá não tem preço e nem moeda que pague</em>”, disse com os olhos cheios de lágrimas.</p>
<p>Barretão embargou a voz, marejou os olhos, e Cacá, o articulador dos fundamentos cinemanovista, sequer conseguia articular uma palavra. Demorou a lhe cair a ficha – se é que essa lhe caiu -, com a homenagem prestada a ele por nós. A única coisa que tinha certeza e convicção naquele momento é que queria uma cópia do “<a title="Video de homenagen" href="http://www.youtube.com/watch?v=ze3lYNTnk0k" rel="shadowbox[sbpost-355];player=swf;width=640;height=385;" target="_blank">vídeo homenagem</a>” que produzimos, com depoimentos do povo sobre seus filmes, nas ruas de Guadalupe: “é para os meus filhos e meus netos gostarem ainda mais de mim”, disse a plateia.</p>
<p>Um sábado para entrar para a história: o encontro entre os veteranos criadores de uma nova estética cinematográfica, o Cinema Novo, com os vanguardistas inventores de uma nova forma de exibir cinema, a Promoção Social de Cinema, o Ponto Cine.</p>
<p>Não poderia haver dia melhor para oficializar Cacá Diegues como padrinho desse cinema em Guadalupe que tanto vem despertando o interesse do Brasil.</p>
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		<title>CACÁ DIEGUES E O CINEMA DE COMUNIDADE</title>
		<link>http://www.pontocine.com.br/blog/2012/04/04/caca-diegues-e-o-cinema-de-comunidade-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Apr 2012 15:45:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adailton Medeiros]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Adailton Medeiros Reproduzo aqui o texto que escrevi para o catálogo da Mostra Cacá Diegues &#8211; Cineasta do Brasil, que está acontecendo na Caixa Cultural, Estação Sesc e no Ponto Cine. Uma homenagem aos 50 anos de carreira de &#8230; <a href="http://www.pontocine.com.br/blog/2012/04/04/caca-diegues-e-o-cinema-de-comunidade-2/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Por Adailton Medeiros</strong></p>
<address style="text-align: right; padding-left: 180px;">Reproduzo aqui o texto que escrevi para o catálogo da Mostra Cacá Diegues &#8211; Cineasta do Brasil, que está acontecendo na Caixa Cultural, Estação Sesc e no Ponto Cine. Uma homenagem aos 50 anos de carreira de um dos mestres do Cinema Novo.</address>
<address style="text-align: right;"> </address>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nasci um ano antes de “Cinco vezes Favela” ganhar as telas de cinema. Cresci ouvindo o nome Cacá Diegues. Mas entre o garoto do subúrbio que se apaixonou por cinema e o cineasta que consolidava sua carreira havia um fosso, pelo menos era o que eu imaginava.</p>
<p>Sou da Geração Moratória, que amargou a era Collor e a falência da Embrafilme. Uma turma que tinha tudo para viver afastada do cinema.</p>
<p>Porém, como em todas as tragédias, existem os heróis da resistência, Cacá era um deles e o filme “Veja Esta Canção”, marco fundador nas relações entre cinema e a televisão no Brasil, propunha um novo caminho e abria espaço para uma nova turma, muito parecida com a minha.</p>
<p>Assisti ao “Veja Esta Canção”, o filme ficou em minha cabeça e o fosso entre eu e Cacá ficara maior ainda. Eu havia deixado o Rio, para uma estadia de dois anos Amazônia, que acabaram virando onze.</p>
<p>Ao retornar percebi que eu estava vivenciando uma elipse, como num filme, e o mistério <em>dieguiano</em> permanecia. Como ver o que se ouve? E, tentado entender, o meu mantra passou a ser: veja o que houve. O subúrbio não tinha mais os seus cinemas de rua, meu bairro havia perdido seu charme: os dois cinemas separados em lados opostos pela linha férrea.</p>
<p>Montei a Casa de Artes de Anchieta. Na verdade duas salas comerciais, no segundo andar de um prédio, onde, numa delas, eu exibia filmes. Na primeira mostra que realizei estava lá o “Veja Esta Canção” e eu e Cacá nos reaproximávamos através da sua obra, na vontade de reconstruir um novo cinema e na ação possível de promover o acesso a ele.</p>
<p>A Casa de Artes passou a ser um Centrinho Cultural, onde se concentravam informações suburbanas. Uns caras de Vigário Geral, que tinham uma publicação periódica, passaram a deixar seu jornal lá para ser distribuído aos visitantes.</p>
<p>Em 2004 ouvi a notícia que a Cufa – Central Única das Favelas &#8211; acabava de inaugurar seu Núcleo de Audiovisual, o Cabo, uma sigla que significa: Cacá Botafoguense. Era uma homenagem ao diretor de “Deus é Brasileiro”. Como diz Celso Athayde, “foi o cara que tirou aquele grupo enorme de pessoas das reuniões e as atirou para a prática do audiovisual, hoje a área mais importante de atuação da Cufa”.</p>
<p>Essas reuniões que Athayde se remete juntavam cerca de cento e cinqüenta pessoas para ouvir e debater com um convidado do grupo, até então informal, mas foi Cacá Diegues que propôs uma ação concreta. Começava ali, a partir do audiovisual, a existência da Cufa como organização, conceito e instituição.</p>
<p>Àquela altura a Casa de Artes já havia encerrado suas atividades; eu, saído da Lona Cultural Carlos Zéfiro, onde iniciei o movimento de cinema nas Lonas; a construção do Cinema Ponto Cine já se ensaiava; e aquele grupo de Vigário Geral, que deixava seu jornalzinho na Casa de Artes, já estava consolidado como um grande mediador de conflitos entre facções criminosas nas favelas, o Grupo Cultural Afro Reggae.</p>
<p>Cresci ouvindo que os caras do Cinema Novo eram todos de classe média, elitistas, vindos da zona sul. Enfim, se Cacá me surpreendeu ao abraçar a Cufa, ao realizar “Nenhum Motivo Explica a Guerra”, junto com Rafael Dragaud, eu fiquei de bobeira por completo.  Aquilo não era só um filme, era um tratado sociológico.</p>
<p>“Nenhum Motivo Explica a Guerra” expõe as mazelas provocadas pela violência nas favelas, mas também aponta um caminho, aquele encontrado por sua gente. É um documento audiovisual comprobatório que a cultura e a arte são ferramentas de transformação comportamental e de ascensão social.</p>
<p>Depois de tantos anos, por conta do “Nenhum Motivo”, Cacá Diegues vai a um debate no Ponto Cine, onde nos conhecemos pessoalmente. Sou “profi”, mas não perco a minha vocação amadora de tiete, característica comum a todo bom suburbano que se preza. Estava ali, no nosso palco, após a exibição do filme, Carlos Diegues, um dos personagens que, junto com Glauber Rocha, Leon Hirszman, Paulo Cesar Saraceni e Joaquim Pedro de Andrade, liderou o Movimento do Cinema Novo.</p>
<p>Lógico que eu estava babando. Estava ali, na minha frente, grande parte da história viva do cinema brasileiro. Como que em um choque, me dei conta que eu e toda a minha turma do Ponto Cine fazíamos parte dela também. O Ponto Cine estreitou as nossas distâncias. Não demorou muito e Cacá batizava a primeira turma de um de nossos projetos, o Oficine-se.</p>
<p>Paralelamente, iniciava-se os preparativos para a produção do “5 x Favela &#8211; Agora por Nós Mesmos”. Mais que em uma revisão da história, o diretor de “Bye Bye Brasil” estava comprometido com o novo momento social brasileiro e queria proporcionar aos jovens talentos das comunidades as mesmas condições de produção de qualquer filme de médio porte brasileiro.</p>
<p>Neste sentido, foram organizadas oficinas profissionalizantes de audiovisual em diferentes favelas do Rio de Janeiro, ministradas por grandes nomes do cinema brasileiro e Nelson Pereira dos Santos, Ruy Guerra, Walter Lima Jr., Daniel Filho, Walter Salles, Fernando Meirelles e João Moreira Salles foram alguns dos que colaboraram.</p>
<p>O resultado foi um longa-metragem super premiado formado por cinco histórias independentes entre si, cômicas e trágicas, que refletem as múltiplas faces do cotidiano dos moradores das favelas e da vida nas comunidades.</p>
<p>Depois que os jovens diretores Rodrigo Felha, Wagner Novaes, Manaíra Carneiro, Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos e Luciana Bezerra pisaram o tapete vermelho de Cannes, levados por Cacá e Renata, a convite do Festival, a primeira parada foi justamente no Ponto Cine, onde receberam uma homenagem no dia de aniversário do cinema.</p>
<p>Ali, diante de uma plateia lotada, Cacá Diegues, ao microfone, reclama: “eu já tenho uma relação tão grande com o Ponto Cine, não sei por que esses caras ainda não me oficializaram como padrinho deste projeto”. Entre olhares contidos da equipe estava decretado: “tamus juntos e misturados”.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O DIA QUE EDUARDO COUTINHO QUASE CANTOU</title>
		<link>http://www.pontocine.com.br/blog/2012/03/26/o-dia-que-eduardo-coutinho-quase-cantou/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 12:50:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adailton Medeiros]]></category>

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		<description><![CDATA[Todas as manhãs, logo assim que abro os olhos, agradeço a Deus pela vida, pela minha família, pelos meus amigos, mas, em especial, faço um agradecimento por ter me dado sabedoria para ter inventado o Ponto Cine, persistência para construí-lo &#8230; <a href="http://www.pontocine.com.br/blog/2012/03/26/o-dia-que-eduardo-coutinho-quase-cantou/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todas as manhãs, logo assim que abro os olhos, agradeço a Deus pela vida, pela minha família, pelos meus amigos, mas, em especial, faço um agradecimento por ter me dado sabedoria para ter inventado o Ponto Cine, persistência para construí-lo e energia para agregar tanta gente bacana no projeto.</p>
<p>Aliás, o Ponto Cine passou a ser uma construção coletiva em permanente evolução. Começou comigo e teve continuidade com a formação da equipe, com a formação da plateia e, finalmente, com a participação dos nossos convidados: cineastas, atores e atrizes, educadores e pessoas comuns.</p>
<p>Criamos um mundo à parte, onde nos tornamos mais felizes e, consequentemente, contribuímos para tornar também mais felizes as vidas das pessoas que o frequentam. Prova disso foi a vinda do cineasta Eduardo Coutinho neste último sábado, 24/03, no Diálogos com Cinema.</p>
<p>Exibimos o filme “As Canções” para um cinema lotado, que cantava, junto com os anônimos entrevistados por Coutinho, as canções que marcaram suas vidas. Que cumplicidade&#8230; Quantas pessoas da plateia se viram ali naquela cadeira preta, aparentemente ímpar, sob o palco vazio projetado na tela.</p>
<p>Quantas lamentações, quantos &#8220;ais!&#8221;, quantos risos e quantos pitos nos personagens, quantas conversações com a tela e sequer uma repreensão, tanto do espectador ao lado, quanto de alguém lá do fundo da sala. Era cinema vivo, de verdade, e em todas as dimensões não artificiais possíveis.</p>
<p>Terminado o filme estavam lá para o debate: o mestre Eduardo Coutinho, de <em>Cabra Marcado pra Morrer</em>, <em>Boca do Lixo</em>, <em>Edifício Master</em>, <em>Jogo de Cena</em>, dentre outras obras monumentais; Sônia, uma mulher que foi abandonada pelo namorado na adolescência, mas que ainda sonha com o grande amor da sua juventude; Queimado, um morador do Chapadão, bem-sucedido no amor, pai de seis filhos, que encontrou um diferencial para mudar de vida como feirante; e Maria Aparecida, 70 anos, uma dona de casa de Guadalupe apaixonada pelo marido, que se tornou a maior estrela do Ponto Cine, após participar do filme de Coutinho. Ou seja, o Brasil estava ali para ser sabatinado, para falar de vida. A plateia estava no palco e o palco, na plateia. A cara do Ponto Cine.</p>
<p>Falar sobre o que rolou no debate seria desperdiçar esse espaço, já está no boca a boca e nas Redes Sociais.</p>
<p>O importante é evidenciar que a equipe do Ponto Cine conseguiu trazer Eduardo Coutinho para um debate em Guadalupe, às 10h da manhã &#8211; raridade para quem sabe dos hábitos de Coutinho, um notívago por natureza, que dispensa quaisquer atividades pelas manhãs -; que ele ficou mais de uma hora e meia no palco, sinal que o evento foi muito bom &#8211; quem o conhece sabe que não costuma ficar sem fumar muito tempo assim -; que teve todo um carinho ao atender ao nosso convite, pois além de está sendo homenageado com uma Mostra Especial no Festival É Tudo Verdade, com vários compromissos, tinha um maior que era o de dar o último adeus ao amigo Chico Anísio, que estava sendo velado no Teatro Municipal. O <em>Diálogos com o Cinema</em> de sábado, inclusive, foi dedicado ao grande humorista brasileiro.</p>
<p>Agradeço todos os dias por ter tido esta sacação de inventar um espaço tão digno e importante para o Cinema Brasileiro, onde eu posso conviver um pouco com meus ídolos e mestres e, ainda por cima, dividi-los com esse povo que escolheu o Ponto Cine como a sua segunda casa, local de ponto de encontro, lazer e entretenimento: a plateia mais bonita do Brasil.</p>
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		<title>ALGO EM COMUM EM PATATIVA E ZÉFIRO</title>
		<link>http://www.pontocine.com.br/blog/2012/02/23/algo-em-comum-em-patativa-e-zefiro/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 11:28:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adailton Medeiros]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu e meu grupo decidimos que o nome da Lona Cultural, que fica no bairro de Anchieta, se chamaria Lona Cultural Carlos Zéfiro, Seu Dodô, que conviveu com o Zéfiro e com ele participou de vários carnavais, não se &#8230; <a href="http://www.pontocine.com.br/blog/2012/02/23/algo-em-comum-em-patativa-e-zefiro/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu e meu grupo decidimos que o nome da Lona Cultural, que fica no bairro de Anchieta, se chamaria Lona Cultural Carlos Zéfiro, Seu Dodô, que conviveu com o Zéfiro e com ele participou de vários carnavais, não se conformava e protestava em todas as oportunidades que tinha.</p>
<p>- Acho um absurdo isso! O Alcides (de Aguiar Caminha, nome do Zéfiro) não merece isso, não era porra nenhuma, fazia biscate, colocou taco no meu piso pra mim. Não cansava de esbravejar o funcionário público aposentado, que virou diretor de uma escola tradicional do bairro, após a morte de sua mulher.</p>
<p>Este inconformismo de Dodô sempre me intrigou, afinal ele e Zéfiro foram amigos desde a juventude e agora (isso se passou em 1999), seu parceiro estava sendo resgatado e homenageado, tendo seu nome na testa de um espaço cultural popular no bairro que o acolheu em vida e morte. Uma Lona que teve como padrinhos a grandiosidade de Marisa Monte e Juca Kfouri e a generosidade como show de estreia com o emblemático “Tudo Azul”, com a Velha Guarda da Portela e a própria Marisa, um dia após o show de lançamento do disco, no Canecão.</p>
<p>Zéfiro que andava apagado desde 1992 quando recebeu o <a title="Troféu HQ Mix" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Trof%C3%A9u_HQ_Mix">Troféu HQ Mix</a>, pela importância de sua obra, voltou à tona, tornou-se <em>Cult</em>, passou a ser publicado de novo, agora pela Banca Muda, em Ipanema, e Dodô deixou de falar comigo.</p>
<p>Este inconformismo de Dodô seria inveja ou despreparo para lidar com o mito Zéfiro? Incompetência ou falta de espirituosidade? Excesso de vida material ou ausência de sensibilidade? Reducionismo prático ou desconhecimento da grandiosidade transformadora de Carlos Zéfiro?</p>
<p>O caso Dodô me legitimiza a traçar um paralelo a uma instância maior, que vem asfixiando o fazer cultural, a produção do conhecimento, do lazer e do entretenimento, e a promoção e manutenção das tradições das minorias: as prestações de contas de projetos culturais e de atividades das Ongs. Lembremos que Dodô foi servidor público.</p>
<p>Hoje existem centenas de cursinhos preparatórios para concursos públicos espalhados Brasil a dentro. Aliás, esses cursinhos se tornaram um grande negócio, prometem a garantia do futuro com a segurança no emprego. Vendem felicidade como estabilidade.</p>
<p>Há muito a ideia de ser servidor público está associada a um emprego garantido para sempre. Milhares de jovens crescem sonhando com isso e outros milhares, todos os anos se preparam para isso. O que, apesar de toda a concorrência, não significa garantia que o público será bem servido por eles, os aprovados ano a ano para nos servir.</p>
<p>Bom, quem quer emprego público geralmente quer estabilidade, se prepara para a estabilidade e nela é fundamentado. Um passo fora dela, nem pensar.</p>
<p>E nós artistas, fazedores e promotores de cultura, o que somos? Em nossa grande maioria, geradores de instabilidades. Provocar, transgredir, escandalizar são funções do setor cultural, dos artistas, dessa gente, nós, que vivemos na corda bamba, desapegados à carteira de trabalho, a contrato permanente, aos sete dias da semana, aos trinta do mês.</p>
<p>Isto é um fato, estão aí as comemorações de 90 anos da Semana de Arte Moderna para não nos deixar mentir. À época um escândalo; hoje, orgulho nacional.</p>
<p>Em tempo de pós-folia e longe da pomposidade da Semana de 22, um bom exemplo são os blocos carnavalescos que esse ano emplacaram de vez a festa do povo no Rio de Janeiro, levando milhões de pessoas às ruas. Criar um bloco, organizá-lo – entre aspas, diga-se de passagem -, e levá-lo à rua é promover instabilidade. Quanto risco há ali.</p>
<p>Um show na praia. Um baile funk numa favela pacificada. Uma peça de teatro num presídio. Uma apresentação da Rita Cadilac num garimpo. Uma exibição de um filme brasileiro numa comunidade ribeirinha isolada no Amazonas. Tudo isso é muito arriscado e o sucesso, o êxito, com certeza não se justificam só por notas fiscais.</p>
<p>Nessas horas me questiono: como que aquele ou aquela jovem que foram preparados a vida inteira para viver e conviver com a estabilidade podem avaliar e julgar o resultado do meu fazer instável? Como, já que eles foram fundamentados no concreto e o que faço é abstrato, muitas das vezes imaterial e tem resultados invisíveis, em grande parte só sentidos?</p>
<p>No lançamento do Edital do Prêmio Economia Criativa, no Circo do Crescer e Viver, a Secretária Cláudia Leitão, quando convocada a ser a portavoz, junto ao Ministério, do movimento crescente em relação à questão de mudança nos critérios de prestação de contas, ela foi enfática: “tem que convocar o judiciário, os tribunais de contas”. E relatou um caso de um processo que sofreu, hoje arquivado, logo assim que deixou o cargo de Secretária de Cultura do Ceará.</p>
<p>Em resumo, ela tinha que devolver R$ 40 mil por ter colocado uma estátua do Patativa na cidade de Assaré, berço deste poeta popular, cantor, compositor e repentista brasileiro. A alegação era que o fato, a estátua, sua confecção e colocação ali não se justificavam.</p>
<p>Quando a Cláudia acabou sua exposição auto denominada de “<em>day after</em> do gestor público”,  vieram-me logo à cabeça aquelas várias interrogações, agora sobre quem analisou suas contas: seria inveja ou despreparo para lidar com o mito? Incompetência ou falta de espirituosidade? Excesso de vida material ou ausência de sensibilidade? Reducionismo prático ou desconhecimento da grandiosidade transformadora de Patativa do Assaré?</p>
<p>A única certeza que tenho é que Patativa e Zéfiro, apesar de tão distantes e distintos, são farinha do mesmo saco.</p>
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		<title>IGNORÂNCIA, O FANTASMA QUE NOS ASSOMBRA</title>
		<link>http://www.pontocine.com.br/blog/2012/01/24/ignorancia-o-fantasma-que-nos-assombra/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 11:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adailton Medeiros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pontocine.com.br/blog/?p=305</guid>
		<description><![CDATA[Adailton Medeiros O ano começou e o movimento de captação para realização e manutenção dos nossos projetos iniciou junto com ele: foi dada a largada para o benefício da Lei de incentivo do Rio de Janeiro, Lei do ISS, uma &#8230; <a href="http://www.pontocine.com.br/blog/2012/01/24/ignorancia-o-fantasma-que-nos-assombra/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><em>Adailton Medeiros</em></p>
<p><em></em>O ano começou e o movimento de captação para realização e manutenção dos nossos projetos iniciou junto com ele: foi dada a largada para o benefício da Lei de incentivo do Rio de Janeiro, Lei do ISS, uma verdadeira corrida para nós realizadores &#8211; concorridíssima, por sinal.</p>
<p>Não é novidade que as ações culturais audiovisuais que visam conhecimento, preservação ambiental, desdobramentos sociais e promoção da cidadania são o foco nos nossos projetos. Até porque caminhamos lado a lado com a Educação e atuamos, muitas das vezes, diretamente com o público escolar, como alfabetizadores do olhar e do comportamento.</p>
<p>Muitos de nós já ouvimos dizer que “<em>quem abre uma escola fecha uma prisão</em>”. A proposta do Ponto Cine é ir além deste conceito concreto, físico, citado primeiramente por <em>Victor Hugo</em> (ou registrado por ele), ampliando-o para o imaginário nas escolas que já existem fisicamente, mas que precisam se abrir a novas experiências. Os nossos projetos propõem “abrir” as escolas com o audiovisual, tornando-as mais agradáveis aos alunos e professores, e mais simpática e atuante à comunidade onde elas estão localizadas.</p>
<p>No dia 17/01/12, no telejornal “Bom Dia Rio”, da TV Globo, assisti a uma reportagem muito boa sobre Educação, com dados interessantes, de onde tirei algumas conclusões que podem, de alguma forma, nos servir de defesa nos nossos projetos &#8211; que gostaríamos que fosse de toda a sociedade, porque acreditamos muito neles e no seu poder de transformação.</p>
<p>Bom, a reportagem dizia que o investimento por aluno/ano no Estado do Rio é de R$ 3.500,00, quando o piso exigido pelo Ministério da Educação é de R$ 2.096,00. Isso é um bom sinal, estamos investindo 66,98% a mais e, por isso, na frente de muitos outros Estados da Federação.</p>
<p>Por outro lado, estamos muito longe de alcançar o que se investe num presidiário/ano no Rio de Janeiro, o correspondente a R$ 15.600,00, ou R$ 1.300,00/mês. Numa conta rápida: três meses de investimento em um presidiário no Rio equivale ao investimento de um ano inteiro em um aluno de escola pública e ainda sobram R$ 400,00.</p>
<p>Se levarmos em consideração o valor indicado pelo MEC o absurdo se torna maior ainda: apenas dois meses de um presidiário equivale a um ano inteiro de um aluno e ainda sobram R$ 504,00.</p>
<p>O Brasil investe por ano U$ 1.200 por aluno. Canadá e Finlândia, U$ 7.700. Dando uma ajeitadinha na celebre frase de <em>F. Veiga</em>: “<em>Se a gente acha a educação cara, pior é experimentar a ignorância</em>.” Razão essa de um presidiário aqui custar 644,28% a mais que um aluno/ano, ou cerca de 7,5 vezes do que se aplica em um estudante da Rede Pública de Educação. Investimentos inversos e errados.</p>
<p>Especificamente, hoje estamos trabalhando na captação de três projetos que têm a ver diretamente com a Educação. O <strong>Cine Literário</strong>, que visa estimular o acesso à leitura através do cinema e promover o acesso ao cinema através da leitura. Ele vai ao encontro do planejamento das políticas públicas para os próximos 10 anos e consiste em duas linhas de ações: 1 &#8211; Mostra de Filmes Brasileiros baseados em obras da Literatura Brasileira; e  2 -Distribuição de 100 (cem) Midiotecas a Escolas Públicas.</p>
<p><strong></strong>O outro é o <strong>Oficine-se de Paz</strong> , de capacitação de produtores, exibidores e empreendedores, através de oficinas audiovisuais, concebido para ser aplicado nas Comunidades ocupadas pelas UPPs &#8211; Unidades de Polícia Pacificadora -, na Cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p>E o terceiro é o <strong>Rede Limpa de Exibição</strong>, de implantação de Núcleos de Exibição de Cinema nas Escolas Públicas do município carioca com novas tecnologias de exibição, alinhadas à preservação do Meio Ambiente, formação de mão-de-obra, capacitação técnica para o setor audiovisual e incentivo ao empreendedorismo.</p>
<p>Num levantamento no site da Secretaria de Estado da Educação, analisando o número total de escolas e alunos por Coordenadoria e Município, vi que a média de alunos/escola é de 875,9. Levando em consideração só o ensino médio e a educação de jovens e adultos, cheguei a uma outra média: 357 alunos/escola.</p>
<p>Se os meus cálculos estiverem corretos, e acredito que sim, o grande argumento “econômico” do projeto Cine Literário, por exemplo, é que o investimento de uma cota (R$ 262.000,00 para vinte escolas), para qualquer patrocinador, corresponde a um aporte de R$ 13.100,00/ano, em cada escola, ou R$ 1.091,67/mês. Ou, mais detalhadamente, R$ 36,69 aluno/ano,  1,05% do que o Estado investe (R$ 3.500,00) ou 1,75% do que o MEC recomenda e que nos torna muito distantes da Finlândia e do Canadá.</p>
<p>Nossa <em>expertise</em> é Arte, Cultura, Educação e, especialmente, gente, o lidar com pessoas. Porém para oferecer a nossa contribuição ao País temos que nos metamorfosear em economistas e nos especializar como agentes financeiros, captadores de recursos, lobistas, enfim, em uma espécie de caras-de-pau sofisticados, camelôs da cultura, para, com uma lábia ensaboada, provar que o projeto é economicamente viável, é barato.</p>
<p>Quanto ao teor, a essência dos projetos, Cultura e Educação, essas ficam em segundo plano; quando deveria ser o contrário. <em>Se a gente continuar achando que educar é caro continuaremos experimentando a ignorância</em>, e amargando o vergonhoso 88º lugar no ranking mundial do ensino, de acordo com o Relatório de Monitoramento Global, preparado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).</p>
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		<title>PONTO DO CASSETA NO CINE DO SUBÚRBIO</title>
		<link>http://www.pontocine.com.br/blog/2012/01/12/ponto-do-casseta-no-cine-do-suburbio/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 13:14:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adailton Medeiros]]></category>

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		<description><![CDATA[Passamos no primeiro teste de 2012, o de grande público, com “As aventuras de Agamenon – o repórter”: 48,4% da ocupação da sala – 110 –cento e dez pessoas na sex;  146, no sab e 168, no dom –, 6 &#8230; <a href="http://www.pontocine.com.br/blog/2012/01/12/ponto-do-casseta-no-cine-do-suburbio/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passamos no primeiro teste de 2012, o de grande público, com “As aventuras de Agamenon – o repórter”: 48,4% da ocupação da sala – 110 –cento e dez pessoas na sex;  146, no sab e 168, no dom –, 6 pessoas por assento, aproximadamente, no final de semana, um ótimo resultado.</p>
<p>Porque é importante mensurar isso neste momento? Por que estamos cercados por três cinemas. São dezessete salas no entorno do Ponto Cine, seis em Sulacap, seis em Irajá e, agora, cinco, aqui mesmo em Guadalupe. E mais ainda, concorremos com a estreia o infantil “Alvin e os Esquilos 3”, e com os blockbusters “Imortais” e “Missão Impossível”. Para completar, temos que levar em conta, também, o domingo de muita chuva. Com tudo isso, vencemos.</p>
<p>O Ponto Cine é prova que há espaço para o filme brasileiro, assim como para um novo modelo de negócio no segmento da exibição, e o público do Ponto Cine, construído ao longo desses cinco anos, comprova sua fidelidade e predileção. Isto ficou evidente não só no fim de semana, mas também nesta terça-feira, por conta da sessão especial de “As aventuras de Agamenon – o repórter, no Diálogos com o Cinema, com a presença do diretor Victor Lopes e do Casseta Hubert, onde muita gente ficou de fora e teve que assistir ao debate pelos monitores instalados no foyer do cinema.</p>
<h3><strong>Uma sessão do Casseta</strong></h3>
<p>Hubert chegou cedo e só esperou as luzes se apagarem para entrar na sala e assistir o filme, no anonimato, misturado à plateia. Ficou surpreso porque havia gente sentada no chão, à frente da tela, que quase foi pisoteada por ele – a sala que tem capacidade para 73 pessoas estava bombada com 106.</p>
<p>Victor Lopes, ao chegar faltando 20 minutos para o término do filme, ajoelhou-se em frente ao Ponto Cine, num ato de reverência e simpatia: “é um prazer enorme está aqui diante desse templo, eu tava devendo esta visita. O negócio aqui é bonito mesmo!”, disse o cineasta, curioso para assistir o finalzinho da sessão.</p>
<p>A plateia se divertiu do início ao fim com as piadas e imagens de “Agamenon” e se surpreendeu no final quando percebeu que Hubert estava ali, sentado numa das poltronas, no meio (sem trocadilho) de todos.</p>
<p>Foi quase uma hora e meia de debate, muito riso e muitas tiradas, do tipo: “precisamos que vocês nos ajudem a divulgar o nosso filme, mas cuidado com esse negócio de boca a boca&#8230;”, sacou o Casseta do seu repertório afinado.</p>
<p>Victor falou da nossa parceria e da nossa amizade, desde o seu primeiro longa – Língua, vidas em português –, que tive a honra de participar do trabalho de lançamento, promovendo, entre outras várias atividades, uma exibição para mil professores, no auditório do Hotel Glória. Citou um passeio inusitado que fizemos em Belém do Pará, onde fomos a um show de tecnobrega, no subúrbio naquela cidade. E destacou a importância do Ponto Cine para o cinema Brasileiro: “isso aqui é um marco da história cinematográfica brasileira contemporânea, a partir da implantação do Ponto Cine a exibição no Brasil começou a mudar, temos que ter mais Ponto Cines pelo Brasil”, completou.</p>
<p>Hubert também disse que se surpreendeu com o Ponto Cine e com a plateia, especialmente: “vocês são muito participativos, não digo isso só por causa do debate não, mas por causa do filme. Percebi o quanto vocês riam e, de certa forma, dialogavam com o que estava na tela. Eu tenho ido assistir a diversas exibições e confesso que estou de bobeira”.</p>
<p>Por essas e outras é que o Ponto Cine tem sido reconhecido como a casa do cinema brasileiro e, sem dúvida, sua plateia é uma das mais bonitas e gentis do Brasil. Ah, e para fechar a terça-feira: 47,44% de ocupação, mesmo não tendo a última sessão comercial. Esse cineminha não é mole!</p>
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		<title>CINEMA É NOSSA ONDA. SUBÚRBIO, NOSSA PRAIA.</title>
		<link>http://www.pontocine.com.br/blog/2011/12/15/cinema-e-nossa-onda-suburbio-nossa-praia/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 14:38:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adailton Medeiros]]></category>

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		<description><![CDATA[Monteiro Lobato disse que “um País se faz com homens e livros”, mas a gente inclui aí, também, mulheres e crianças, arroz, feijão e cinema, e muito mais coisas, é claro. Porém vou me ater somente ao cinema, que é &#8230; <a href="http://www.pontocine.com.br/blog/2011/12/15/cinema-e-nossa-onda-suburbio-nossa-praia/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Monteiro Lobato disse que “<em>um País se faz com homens e livros</em>”, mas a gente inclui aí, também, mulheres e crianças, arroz, feijão e cinema, e muito mais coisas, é claro. Porém vou me ater somente ao cinema, que é a nossa onda; e ao subúrbio, que é a nossa praia.</p>
<p>Na primeira semana de maio o Ponto Cine completou cinco anos de vida. Cinco anos de vitórias, conquistas e credibilidade. Para o povo do subúrbio da Zona Norte carioca essa trinca &#8211; vitória, conquista e credibilidade –, vem sinalizando um processo, ainda que pequeno e localizado, de transformação sociocultural, onde o Ponto Cine se apresenta como um símbolo que, a partir das suas provocações, demarca:</p>
<p>1 – o rompimento do circuito alternativo de cinema – de arte ou independente –, Cento – Zona Sul, estabelecendo mais um vértice, o além túnel Guadalupe;</p>
<p>2 – a criação de uma Ágora numa região até então muda e invisível à Cidade, onde intelectuais, realizadores, cineastas e pessoas comuns se discutem ao se verem na tela;</p>
<p>3 &#8211; a elevação da autoestima de gente que sempre foi subjugada, despotencializada e que sempre esteve à margem da construção, produção e acesso às riquezas imateriais da Capital Cultural do Brasil.</p>
<p>Cinco anos focando o público e utilizando-se do cinema como meio: o humanismo em oposição à banalização do consumo e ao lucro a qualquer custo. A gente simples do subúrbio entendeu. Essa é a maior vitória. A imprensa e a classe cinematográfica também compreenderam, e isso nos deu credibilidade.</p>
<p>Passei o ano viajando por outros estados, palestrando em festivais de cinema, universidades e eventos culturais. Em cada encontro havia sempre alguém que conhecia o Ponto Cine ou que já tinha ouvido falar, gente querendo saber o que é preciso fazer para levar um Ponto Cine para a sua cidade. Entendi que por conta daquilo que praticamos: difusão do cinema brasileiro e formação de plateia através da alfabetização do olhar, o Ponto Cine tornou-se uma espécie de símbolo também em outros cantos do Brasil, um ideário.</p>
<p>Vitória, conquista e credibilidade, um trevo de responsabilidade. Muitos dirão que é sorte; ao contrário, é muita renúncia e muito trabalho: uma construção diária. Nunca antes neste País um cineminha de setenta e três lugares surfou tanto no imaginário das pessoas, longe das praias, do Cristo e do Pão de Açúcar.</p>
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		<title>UM DIA DE FAMA</title>
		<link>http://www.pontocine.com.br/blog/2011/11/07/290/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 13:26:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adailton Medeiros]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado, Dia do Cinema Brasileiro e Dia da Cultura, fui cumprir o meu papel de pai presente e participativo na vidinha da minha filha mais nova, Isabella, de nove aninhos. O destino: uma visitação à Feira de Ciência da sua escolinha Janelinha para o Mundo. O tema eu já sabia: “Cinema”, influência da minha filha, claro, que forçou a maior barra para eu ir à escola, semana antes falar sobre o assunto para os pirralhos. Fiquei na maior calça justa, foi a primeira vez que palestrei para uma garotadinha.</p>
<p>Estacionei o carro. Adentrei o recinto e dezenas de vozes de gente miúda tomavam conta do espaço. Gente que insistia em explicar tudo tintim por tintim. Tudo decorado com a maior naturalidade comum às crianças.</p>
<p>Levaram-me diretamente a uma sala, a que estava o grupinho da minha filha. De cara uma surpresa maravilhosa: simularam uma salinha de cinema com cadeirinhas de jardim de infância, ocupadas por personagens infantis norte-americanos famosos a assistirem “O Palhaço”. Na tela de mentirinha o cartaz com Selton Mello.</p>
<p>Em frente a um painel com diversos recortes de textos e fotografias, uma menina se apresentou e começou a metralhar a história do cinema, mesmo sem eu perguntar nada: “<em>meu nome é fulana de tal” – </em>não deu nem para guardar de tão rápido que foi<em> -, “o cinema foi inventado no final do século XIX (&#8230;), </em><em>em <a title="28 de dezembro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/28_de_dezembro">28 de dezembro</a> de <a title="1895" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1895">1895</a>, os <a title="Auguste e Louis Lumière" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_e_Louis_Lumi%C3%A8re">Irmãos Lumière</a> fizeram a primeira exibição em Paris (&#8230;), a primeira exibição no Brasil foi julho de 1896 (&#8230;).” </em></p>
<p>As frases eram tão atropeladas que lhe faltava ar para respirar entre uma e outra:<em> “O senhor sabia que em Guadalupe, aqui pertinho, existe a primeira sala popular de cinema digital do Brasil, ela é do pai da Isabella, nossa colega do quarto ano, que valoriza muito o cinema brasileiro. O cinema se chama Ponto Cine e está naquelas fotos ali em baixo&#8230;”</em></p>
<p>Ao apontar para as fotos para me mostrar o cinema ela se deu conta que aquele que estava lá numa das imagens era eu. De repente ela passou uma borracha na decoreba que ocupava a sua cabecinha, virou-se para mim e perguntou:</p>
<p>- aquele ali é o senhor?</p>
<p>- sim, sou eu mesmo.</p>
<p>- Caramba!</p>
<p>Naquele momento a menina abandonou o seu estande e saiu gritando pelo nome da Isabella, no meio daquela Babel mirim. Não demorou muito me apareceu de novo, agora arrastando pelo braço a minha filha, que queria entender do que se tratava. A menina se pôs logo a esclarecer:</p>
<p>- seu pai está aqui! – como se me apresentasse a minha própria filha.</p>
<p>- eu sei. Ele que me trouxe de carro com a minha mãe.</p>
<p>A menina não se conteve e foi ao encontro das outras coleguinhas: &#8211; <em>gente, gente, o pai da Isabella&#8230;</em></p>
<p>Eu fiquei sem saber se no Dia do Cinema Brasileiro eu fiquei famoso na escolinha da minha filha por causa do Ponto Cine ou por ser o pai da Isabella. Acho que vou levar essa dúvida para sempre.</p>
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		<title>LIBERTAÇÃO DOS OPRIMIDOS</title>
		<link>http://www.pontocine.com.br/blog/2011/10/24/libertacao-dos-oprimidos/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 12:42:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adailton Medeiros]]></category>

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		<description><![CDATA[“Eu agradeço a essa platéia pela aula de cidadania que eu tive aqui, hoje.” Foi assim que o cineasta Zelito Viana encerrou o Programa Diálogos Com o Cinema, no Ponto Cine, no último sábado, 22/10. O filme exibido: &#8220;Augusto Boal &#8230; <a href="http://www.pontocine.com.br/blog/2011/10/24/libertacao-dos-oprimidos/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Eu agradeço a essa platéia pela aula de cidadania que eu tive aqui, hoje.” Foi assim que o cineasta Zelito Viana encerrou o Programa Diálogos Com o Cinema, no Ponto Cine, no último sábado, 22/10. O filme exibido: &#8220;Augusto Boal e o Teatro do Oprimido&#8221;, vencedor do Margarida de Prata.</p>
<p>Como se não bastasse uma semana cheia de surpresas: Ponto Cine como destaque em artigo da Revista ESPM, da Escola Superior de Propaganda e Marketing, e em matéria do Globo Zona Norte. E ainda a repercussão da participação nas mesas do <strong>Seminário Novas Perspectivas para o Cinema Brasileiro</strong>, no <strong>44º Festival de Brasília</strong> e da <strong>Audiência Pública da Assembléia Legislativa</strong> para a discussão de <strong>Políticas para o desenvolvimento do Circuito Exibidor Cinematográfico do RJ</strong>. Estávamos curtindo o gostinho de ter contribuído na construção, melhor, do acabamento do grande vencedor do Festival do Rio, o Filme “A hora e a vez de Augusto Matraga”, de Vinícius Coimbra.</p>
<p>O teste de público do primeiro longa de Vinícius foi realizado no Ponto Cine e, lógico, o mais novo diretor consagrado pelo maior Festival  de Cinema da América Latina recebeu “piruadas” de todos os tipos e tamanhos. Afinal suburbano gosta de meter o bedelho em tudo, é metido a sabido e adora ocupar espaço, agora então que a tal “nova classe média” entrou na moda nos achamos. A prova está lá nos crédidos do filme, estamos todos orgulhosos e não cabemos na nossa respiração.</p>
<p>Mas se fosse só isso. Para completar quem aparece para assistir ao “Boal”: Dona Maria Apareceida. Quem é a Dona Maria Aparecida? Uma já tarimbada frequentadora do Ponto Cine, uma senhora comum de 75 anos. Quer dizer: comum até antes do Festival do Rio. Agora, Maria é uma estrela, talvez a maior do Ponto Cine.</p>
<p>Um dia a anônima Maria, ao ler um anúncio de classificados convocando pessoas que quisessem cantar uma música que marcou a sua vida, resolveu ligar para a produção de um filme. Mesmo descrente, foi chamada e, “de um dia para o outro”, como diz, ficou famosa. Aparecida é uma das personagens mais fortes de “As Canções”, de Eduardo Coutinho, vencedor de Melhor Documentário do Festival do Rio.</p>
<p>A nova estrela foi anunciada na abertura do evento, veio ao palco falar com a plateia e, como não podia deixar de ser, cantou. Foi aplaudida de pé e cumprimentada por todos, após a  sessão.</p>
<p>E o Boal, onde entra nisso tudo? Na síntese. Fernando Pessoa dizia que Educação é erudição e Cultura, síntese. O Filme de Zelito Viana não é só uma homenagem a um dos maiores nomes da Cultura Brasileira, ou melhor, da Cultura Sem Fronteira, porque Boal foi um cidadão do mundo.</p>
<p>Antes de ser uma homenagem é um pito, um puxão de orelha: &#8211; como querer ser uma nação grandiosa se tratamos tão mal os nossos herois, condenando-os quase ao total anonimato?</p>
<p>Não sei se “As Canções” entrará em cartaz no Ponto Cine. Torço para que sim, se não somente os privilegiados do bairro e de seu entorno, que estiveram na manhã de sábado no Cinema, vão ficar sabendo do feito da Dona Maria Aparecida.</p>
<p>Uma coisa instintivamente eu posso afirmar: hoje, Boal está para o conhecimento dos brasileiros, assim como a nossa cantora Maria está para Guadalupe. Precisamos virar o jogo. Zelito, obrigado. Sábado foi um dia de oprimidos sobre opressores. Foi um dia de libertação, de síntese. Um dia de suburbanos vencedores.</p>
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		<title>EM TEMPOS DE FESTIVAL DO RIO</title>
		<link>http://www.pontocine.com.br/blog/2011/10/10/em-tempos-de-festival-do-rio/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 13:18:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Adailton Medeiros]]></category>

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		<description><![CDATA[O cinema é uma dos setores de enorme importância dentro da economia criativa &#8211; atividade que imprime os alicerces do início do século XXI. Ele consegue englobar entretenimento, conhecimento, arte, serviço, comércio e indústria. A tela é a forma mais &#8230; <a href="http://www.pontocine.com.br/blog/2011/10/10/em-tempos-de-festival-do-rio/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema é uma dos setores de enorme importância dentro da economia criativa &#8211; atividade que imprime os alicerces do início do século XXI. Ele consegue englobar entretenimento, conhecimento, arte, serviço, comércio e indústria.</p>
<p>A tela é a forma mais completa de materializar mentiras e nisso nada há de pejorativo. Como disse Picasso: “<em>A arte</em><em> é a </em><em>mentira</em><em> que nos permite conhecer a verdade”</em>. Quero dizer com isso, que além de distrair, de entreter, leva-nos ao conhecimento do que somos.</p>
<p>A produção de um filme gera centenas de empregos; a sua distribuição, idem; a sua exibição nem se fala. Mais que isso, um filme como produto, gera dinheiro – energia que move o capitalismo. A partir dele surgem os subprodutos: camisetas, livros, cadernos, jogos, bonecos, lanches, decorações de shoppings Centers e vários outros licenciamentos, que geram mais dinheiro, mais empregos, mais impostos, mais riquezas.</p>
<p>Mas um filme só acontece, só se concretiza, se chegar às telas, às salas de exibição.</p>
<p>Assim como matemática e física, entendo que cinema é básico, tanto que o nosso slogan no Ponto Cine é “Arroz, Feijão e Cinema”, porque cinema alimenta alma das pessoas e fortalece a consciência de um País. Mas não paro só no conhecimento e na alimentação: cinema é necessidade básica, assim como a produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana.</p>
<p>A contribuição dos setores criativos ao PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, em 2010, do qual o cinema faz parte, segundo o IBGE, foi de R$ 104,37 bilhões (2,48% do PIB brasileiro).</p>
<p>Essa participação no PIB supera alguns setores tradicionais da atividade econômica, como a própria produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana, que juntos corresponderam a R$ 103,24 bilhões, ou seja, R$ 1,13 bilhões a menos que a dos setores criativos.</p>
<p>Água é essencial à vida, sem ela estamos condenados à extinção da espécie. Mas cinema também é importante. Cinema em abundância promove à melhoria da qualidade de vida, a preservação da água, a melhor utilização de energia, a conscientização de como tratar o lixo; enfim, promove a melhoria do ser humano.</p>
<p>Nos últimos anos o BNDES vem financiando as obras de constrição das usinas hidrelétricas de Santo Antônio, Jirau e Belo Monte. Um aporte que totalizará R$ 28,98 bilhões. No mesmo período o Banco concedeu financiamentos da ordem de R$ 33,18 milhões para construção, ampliação e reformas de salas de cinema, ou seja, só 0,1%, do valor arriscado nas usinas.</p>
<p>Não defendo aqui que o Brasil tem que deixar de investir em energia elétrica, em detrimento aos empreendimentos em salas de cinema, seria muita estupidez da minha parte. O Brasil tem que investir cada vez mais em energia, principalmente na renovável. Mas tem que ser mais ousado no apoio às construções de salas de cinema (outro tipo de energia: do conhecimento, do entretenimento, da qualidade de vida), de forma mais agressiva e diversificada, principalmente se quiser acelerar o processo de crescimento interno e de tomadas de decisões perante o mundo.</p>
<p>Em tempos de Festival do Rio: nos próximos dois anos, segundo a Firjan, o Rio de Janeiro receberá a maior concentração de investimentos do Mundo: R$ 181,4 bilhões. Ao interior do Estado caberão 88,3% desse total. Lembrando que dos 92 municípios fluminenses, só 25 têm  cinema, está aí uma boa oportunidade para se criar um modelo de expansão de construção de salas de exibição na direção do interior do estado, que sirva de um modelo piloto para o interior do Brasil. Arrecadação de impostos não faltará à engorda dos cofres públicos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>QUADRO</h3>
<table width="640" border="2" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<th scope="col">
<table width="1217" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" align="left">
<tbody>
<tr>
<th scope="col" align="left" valign="middle" bgcolor="#F0F0F0" width="757">
<h3>Usinas hidrelétricas de Santo Antônio &gt; Custo R$ 15,1 Bilhões &gt; BNDES financiou R$ 6,1 bilhão</h3>
<h3><span class="stilo1">Usinas hidrelétricas de Jirau &gt; custo R$ 8,7 bilhões &gt; <a title="BNDES" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/BNDES">BNDES</a> financiou R$ 7,2 bilhões</span></h3>
<h3><span class="stilo1">Usinas hidrelétricas Belo Monte (Xingu) &gt; R$ 25 bilhões (previsto) &gt; BNDES vai financiar até 80%, percentual corresponde a R$ 15,68 bilhões.</span></h3>
<h3><span class="stilo1"><span class="stilo12"><span class="stilo1"><span class="stilo1">Total de financiamento dessas obras = R$ 28,98 bi</span></span></span></span><span class="stilo1"><span class="stilo1"><span class="stilo12">O equivalente a construção e manutenção por 5 anos de 24.150 Ponto Cines</span></span></span></h3>
<h3> <span class="stilo1">Pensando menor, só 10% desse valor = R$ 2,898 bi</span></h3>
<h3><span class="stilo1">O que equivalente a construção e manutenção por 5 anos de 2.415 Ponto Cines, mais salas que as que existem em todo o parque exibidor brasileiro, hoje.</span></h3>
<h3><span class="stilo1">Pensando bem pequeno, só 1% daquele valor = 289,8 mi</span><span class="stilo1">O que equivale à construção e manutenção por 5 anos de 241 Ponto Cines, 11% do nosso parque exibidor.</span></h3>
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