Passamos no primeiro teste de 2012, o de grande público, com “As aventuras de Agamenon – o repórter”: 48,4% da ocupação da sala – 110 –cento e dez pessoas na sex; 146, no sab e 168, no dom –, 6 pessoas por assento, aproximadamente, no final de semana, um ótimo resultado.
Porque é importante mensurar isso neste momento? Por que estamos cercados por três cinemas. São dezessete salas no entorno do Ponto Cine, seis em Sulacap, seis em Irajá e, agora, cinco, aqui mesmo em Guadalupe. E mais ainda, concorremos com a estreia o infantil “Alvin e os Esquilos 3”, e com os blockbusters “Imortais” e “Missão Impossível”. Para completar, temos que levar em conta, também, o domingo de muita chuva. Com tudo isso, vencemos.
O Ponto Cine é prova que há espaço para o filme brasileiro, assim como para um novo modelo de negócio no segmento da exibição, e o público do Ponto Cine, construído ao longo desses cinco anos, comprova sua fidelidade e predileção. Isto ficou evidente não só no fim de semana, mas também nesta terça-feira, por conta da sessão especial de “As aventuras de Agamenon – o repórter, no Diálogos com o Cinema, com a presença do diretor Victor Lopes e do Casseta Hubert, onde muita gente ficou de fora e teve que assistir ao debate pelos monitores instalados no foyer do cinema.
Uma sessão do Casseta
Hubert chegou cedo e só esperou as luzes se apagarem para entrar na sala e assistir o filme, no anonimato, misturado à plateia. Ficou surpreso porque havia gente sentada no chão, à frente da tela, que quase foi pisoteada por ele – a sala que tem capacidade para 73 pessoas estava bombada com 106.
Victor Lopes, ao chegar faltando 20 minutos para o término do filme, ajoelhou-se em frente ao Ponto Cine, num ato de reverência e simpatia: “é um prazer enorme está aqui diante desse templo, eu tava devendo esta visita. O negócio aqui é bonito mesmo!”, disse o cineasta, curioso para assistir o finalzinho da sessão.
A plateia se divertiu do início ao fim com as piadas e imagens de “Agamenon” e se surpreendeu no final quando percebeu que Hubert estava ali, sentado numa das poltronas, no meio (sem trocadilho) de todos.
Foi quase uma hora e meia de debate, muito riso e muitas tiradas, do tipo: “precisamos que vocês nos ajudem a divulgar o nosso filme, mas cuidado com esse negócio de boca a boca…”, sacou o Casseta do seu repertório afinado.
Victor falou da nossa parceria e da nossa amizade, desde o seu primeiro longa – Língua, vidas em português –, que tive a honra de participar do trabalho de lançamento, promovendo, entre outras várias atividades, uma exibição para mil professores, no auditório do Hotel Glória. Citou um passeio inusitado que fizemos em Belém do Pará, onde fomos a um show de tecnobrega, no subúrbio naquela cidade. E destacou a importância do Ponto Cine para o cinema Brasileiro: “isso aqui é um marco da história cinematográfica brasileira contemporânea, a partir da implantação do Ponto Cine a exibição no Brasil começou a mudar, temos que ter mais Ponto Cines pelo Brasil”, completou.
Hubert também disse que se surpreendeu com o Ponto Cine e com a plateia, especialmente: “vocês são muito participativos, não digo isso só por causa do debate não, mas por causa do filme. Percebi o quanto vocês riam e, de certa forma, dialogavam com o que estava na tela. Eu tenho ido assistir a diversas exibições e confesso que estou de bobeira”.
Por essas e outras é que o Ponto Cine tem sido reconhecido como a casa do cinema brasileiro e, sem dúvida, sua plateia é uma das mais bonitas e gentis do Brasil. Ah, e para fechar a terça-feira: 47,44% de ocupação, mesmo não tendo a última sessão comercial. Esse cineminha não é mole!



